Parece que a gestão Antônio Neto resolveu transformar Montanhas em um laboratório de polêmicas. Quando não é a falta de transparência, são os empréstimos milionários. Quando não são os gastos questionados, surgem denúncias envolvendo contratações. Agora, o Ministério Público do Rio Grande do Norte instaurou um Inquérito Civil nº04.23.2166.0000132/2026-92 para investigar suposto desvio de finalidade, terceirização ilícita de funções finalísticas e prática de nepotismo nas contratações realizadas por meio do Instituto Social de Saúde e Educação do Rio Grande do Norte (ISSERN).

Na prática, o Ministério Público busca esclarecer se a Prefeitura utilizou uma entidade terceirizada para contratar pessoas para exercer funções que deveriam ser desempenhadas por servidores públicos, além de investigar a existência de possíveis favorecimentos a parentes ou pessoas ligadas à administração, prática conhecida como nepotismo, e eventual desvio da finalidade para a qual essas contratações deveriam ocorrer. São acusações graves que, se confirmadas ao longo da investigação, podem trazer consequências para os responsáveis.
E não estamos falando de comentários de oposição ou de boatos de redes sociais. Estamos falando de um Inquérito Civil instaurado pelo Ministério Público, tendo como investigados o Município de Montanhas, o prefeito Antônio Marcolino Neto e o Instituto Social de Saúde e Educação do Rio Grande do Norte (ISSERN).
Enquanto isso, a população segue assistindo ao espetáculo. De um lado, vídeos institucionais, propaganda e discursos otimistas. Do outro, investigações, cobranças e uma cidade que continua esperando respostas para problemas básicos que afetam o dia a dia dos moradores.
É claro que a investigação ainda está em andamento e que os envolvidos têm direito à ampla defesa e ao contraditório. Mas uma coisa é certa: para uma gestão que prometeu entrar para a história pelas realizações, o que vem marcando seu mandato são as sucessivas polêmicas e o acúmulo de investigações.
No fim das contas, quem paga essa conta é a população. Enquanto o Ministério Público investiga supostas irregularidades na máquina pública, Montanhas continua esperando o que realmente importa: desenvolvimento, obras, saúde funcionando e uma administração que seja notícia pelos resultados e não pela abertura de mais um Inquérito Civil.
Conexão Agreste




































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































