Foto: Reprodução redes sociais
A política no interior do Rio Grande do Norte, historicamente marcada por alianças fervorosas e rompimentos polêmicos, ganha um novo capítulo de controvérsia em Montanhas. O atual prefeito, Antônio Marcolino Neto (PP), que ascendeu ao Executivo Municipal com o selo de continuidade e sob o manto de fortes apoios parlamentares, parece ter escolhido um caminho que muitos nos bastidores classificam como “traição política”: o distanciamento do deputado estadual Kleber Rodrigues para abraçar o projeto da pré-candidatura de Flávio de Berói.
Para entender a gravidade da crítica que ecoa na cidade, é preciso retroceder ao período em que Antônio Neto era apenas um lobo solitário buscando viabilidade política para chegar ao poder. Foi Kleber Rodrigues quem chancelou publicamente seu nome, articulando apoios fundamentais ao lado do então prefeito Manuel Gustavo e destinando recursos e prestígio para que a candidatura de Netão ganhasse musculatura.
A parceria não era apenas protocolar. Em eventos recentes, como as comemorações dos 62 anos de Emancipação Política de Montanhas, ambos dividiam o palanque em clima de total sintonia. Contudo, “interesses pessoais” parecem ter pesado mais que a lealdade de grupo.
A migração de Antônio Neto para a base de apoio de Flávio de Berói é vista como um movimento puramente oportunista e eticamente questionável. Ao abandonar Kleber Rodrigues, o prefeito sinaliza que, em sua gestão, as parcerias têm “prazo de validade” condicionado a conveniências momentâneas.
A grande questão que fica para o eleitor montanhense e para os aliados de primeira hora é: até onde se pode confiar na palavra de um gestor que rompe com quem lhe estendeu a mão no momento de maior dificuldade?
Ao isolar Kleber Rodrigues, Antônio Neto vira as costas a um aliado importante, trocando-o por uma aventura política que só existe no papel e cujos frutos para a população montanhense ainda são incertos.
A política permite mudanças de rumo, mas a história raramente perdoa aqueles que usam a escada da amizade para subir e, ao chegar no topo, decidem empurrá-la para baixo, em gesto de covardia.
Conexão Agreste


















































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































