Fotos: Reprodução/ redes sociais e diário oficial da Fecam
A administração do prefeito Antônio Neto volta ao centro de críticas após o envio do Projeto de Lei nº 011/2026 à Câmara Municipal, solicitando autorização para contrair um empréstimo de R$ 600 mil para a reforma do hospital do município.

O projeto foi aprovado na ultima quarta-feira (08), quase por unanimidade. A rapidez da aprovação e, principalmente, a ausência de questionamentos por parte dos vereadores chamaram a atenção e geraram indignação em grande parte da população.
O ponto mais controverso, no entanto, está nas próprias declarações recentes do prefeito e do seu filho Antonny Marcolino que é secretario de Governo. Em suas redes sociais, o prefeito anunciou, em duas ocasiões distintas, a captação de investimentos (emendas) que somariam cerca de R$ 10 milhões, sendo R$ 4 milhões em um primeiro momento e R$ 6 milhões posteriormente.
Diante disso, a decisão de buscar um empréstimo de R$ 600 mil levanta uma questão inevitável: por que contrair dívida pública se, segundo o próprio gestor, há milhões em investimentos disponíveis?
A situação escancara possíveis contradições e levanta dúvidas que, até o momento, seguem sem respostas claras:
• Onde estão os R$ 10 milhões anunciados?
• Esses recursos realmente entraram nos cofres do município?
• Se entraram, por que não foram utilizados na área da saúde, considerada prioridade?
• Caso contrário, o prefeito inflou números nas redes sociais para autopromoção?
Além disso, causa estranheza o comportamento da Câmara Municipal, que aprovou o projeto sem exigir esclarecimentos mínimos. Em um cenário de responsabilidade fiscal, espera-se que o Legislativo atue como órgão fiscalizador e não apenas como homologador automático de decisões do Executivo.
Enquanto isso, a população de Montanhas segue sem respostas concretas, assistindo a mais um episódio que coloca em xeque a credibilidade da administração pública local. O caso evidencia não apenas uma possível incoerência financeira, mas também um preocupante déficit de transparência e fiscalização.
Conexão Agreste




































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































