Foto: Reprodução redes socias
O prefeito de Montanhas, Antonio Marcolino Neto (PP), conhecido como “Netão”, desembarcou de sua recente agenda institucional em Brasília sob uma pesada nuvem de questionamentos.
Apesar do tom positivo adotado em suas redes sociais, onde celebrou parcerias com parlamentares, o gestor evitou abordar o tema que domina os bastidores políticos da cidade: a polêmica “carona” em uma ata de registro de preços do município de Pureza/RN, que pode custar R$ 1,2 milhões aos cofres públicos.
A controvérsia gira em torno da adesão da Prefeitura a uma ata de registro de preços, de uma empresa com experiência irrelevante no mercado de contratações públicas e que atua com mais de 80 tipos de atividades econômicas, inclusive, o comércio varejista de bebidas. O valor vultoso e a natureza da contratação levantaram suspeitas sobre a finalidade do gasto e a escolha do fornecedor, gerando críticas de que a gestão estaria priorizando acordos nebulosos em detrimento de áreas essenciais.
Cortina de Fumaça
Durante sua estadia na capital federal, Netão buscou focar em sua agenda positiva, publicando encontros com a senadora Zenaide Maia e o deputado federal João Maia. A estratégia, vista por opositores como uma tentativa de desviar o foco das denúncias locais, parece não ter surtido o efeito desejado no retorno ao Rio Grande do Norte.
Pressão e Desgaste
O episódio da “carona” de R$ 1,2 milhões soma-se a um cenário já turbulento. O prefeito que acumula forte rejeição popular diante a condução da máquina pública, agora enfrenta o desgaste de denúncias administrativas que já chegaram ao Ministério Público e o Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte.
Como não bastasse, o prefeito Antônio Neto ainda tem que lidar com o fogo amigo de aliados que surfam nas ondas da maré, buscando desarticular politicamente a gestão, já pensando nas eleições municipais de 2028.
Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de Montanhas não emitiu nota oficial detalhando as obras e serviços que seriam prestados por meio da referida ata ou justificando a necessidade do gasto milionário com a empresa citada.
A população, por sua vez, aguarda respostas sobre como um montante tão expressivo será convertido em benefícios reais para o município.
Conexão Agreste


























































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































