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A Secretaria Municipal de Saúde de São José de Mipibu oficializou, por meio do Ofício nº 0224/2025, um pedido urgente ao prefeito de Nísia Floresta, Gustavo Santos, para revisão do custeio da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h Geraldo de Souza.
O documento, acompanhado de detalhados relatórios e planilhas, aponta que os gastos gerados pelos atendimentos a moradores de Nísia Floresta atingem valores elevados, mas a contrapartida financeira atual do município vizinho é praticamente inexistente.
Segundo o levantamento, de janeiro a junho de 2025 a UPA registrou um custo total de R$ 6,79 milhões, com média mensal de R$ 1,13 milhão. Deste montante, 30,9% correspondem a atendimentos e internações de pacientes de Nísia Floresta — o que representa R$ 350 mil por mês. No mesmo período, não houve repasse financeiro proporcional desse município para cobrir as despesas.
O ofício também destaca que São José de Mipibu mantém atendimento a pacientes de Nísia Floresta em outros serviços de saúde especializados, como o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e o Centro Especializado em Reabilitação (CER IV), ampliando ainda mais os custos da rede municipal.
A gestão mipibuense alerta que, caso não haja aceite das novas condições — que incluem repasse mensal mínimo de R$ 350.110,00 e pagamento retroativo de R$ 2,1 milhões relativos ao primeiro semestre —, os atendimentos aos moradores de Nísia Floresta na UPA serão suspensos a partir de 16 de setembro de 2025.
De acordo com a Secretaria de Saúde, a medida é necessária para garantir a sustentabilidade do serviço e priorizar os munícipes de São José de Mipibu, evitando que a sobrecarga financeira comprometa o atendimento local. “Não podemos prejudicar os mipibuenses em detrimento de uma cooperação que, nos moldes atuais, é inviável”, reforça o texto do ofício.

O documento ainda recomenda que Nísia Floresta estruture uma unidade própria de pronto atendimento para atender à demanda de seus munícipes, reduzindo o fluxo para a UPA Geraldo de Souza e equilibrando os gastos compartilhados.
Por Daltro Emericiano