Foto: Reprodução Redes Sociais
O prefeito de Montanhas, Antônio Marcolino Neto (PP), autorizou a contratação através de “CARONA”, da empresa V. Torres Soluções e Empreendimentos no valor de R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais), para a prestação de serviço comum de engenharia, de acordo com o Extrato do Contrato Administrativo nº 16/2026, decorrente da Adesão n° 01/2026, referente ao processo licitatório do município de Pureza/RN.
As informações constam na publicação do Diário Oficial dos Municípios do Estado do Rio Grande do Norte, do dia 27/01/2026, Edição 3717.

O centro do problema não é apenas a modalidade de contratação em si, mais também, o fato de a empresa contratada ter sido fundada em 07 de novembro de 2023, possuindo apenas dois anos de atividade no mercado das contratações públicas.
A utilização de carona para contratar uma empresa recém-criada para um contrato de alto valor — mais de um milhão de reais — levanta suspeitas sobre a qualificação técnica exigida e acende um alerta para a probidade administrativa. Contratar uma empresa sem um histórico sólido no mercado de obras/serviços é assumir um risco que, em última análise, pode gerar prejuízo significativo aos cofres públicos.
Outro fato que chama a atenção, é que a empresa com apenas 02 anos de atuação no mercado de contratações públicas, opera atualmente com 85 tipos de atividades econômicas, segundo dados da Receita Federal do Brasil, desde artigos de armarinho ao comércio varejista de bebidas, o que suscita ainda mais questionamentos sobre a confiabilidade e a capacidade técnica da V. Torres Soluções e Empreendimentos.

Dados indicam que a V. Torres Soluções e Empreendimentos Ltda, sediada em Natal/RN (CNPJ 52.801.493/0001-62), atua sob o nome fantasia Fiuza Comercio Serviços e Construções. A disparidade entre a juventude da empresa (fundada final de 2023) e o valor milionário do contrato sugere um alto risco de ineficiência ou incapacidade de entrega do serviço.

A modalidade de “carona” tem sido frequentemente criticada pelos Tribunais de Contas justamente por ser utilizada para “pular” etapas da licitação competitiva e favorecer empresas que não teriam condições de vencer um processo licitatório de grande porte.
A contratação autorizada pelo prefeito Antônio Marcolino Neto gera insegurança jurídica e desconfiança na aplicação dos recursos públicos municipais. O Ministério Público Estadual e o Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) devem investigar se houve dolo na escolha da empresa e se o valor da contratação condiz com o mercado.
Conexão Agreste






































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































